| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 92 Maio de 2004
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Cover Page I
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| CVRD investe US$ 23 milhões
em Plano Diretor de Automação no ES |
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Criada em 1942, para a exploração das minas de minério
de ferro do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais,
a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) tornou-se líder mundial
no mercado de minério de ferro e pelotas, segunda maior produtora
global de manganês e ferroligas, além de maior prestadora
de serviços de Logística do Brasil. Presente em 13
estados brasileiros e em quatro continentes (Américas, Europa,
África e Ásia), a Companhia exportou US$ 3,95 bilhões
somente em 2003.
No Espírito Santo, a CVRD possui sete plantas: duas próprias
e cinco resultado de joint ventures com empresas da Itália,
Espanha, Coréia e Japão. Juntas, atualmente, elas
produzem cerca de 25 milhões de toneladas.
Com a expansão da Companhia Siderúrgica de Tubarão
(CST) maior produtora de placas de aço do país
, as unidades da CVRD no Espírito Santo também
tiveram que se modernizar. Aqui, existem usinas bastante antigas,
com mais de 30 anos de operação, e outras mais recentes.
Trata-se de um parque tecnológico bastante diversificado,
diz o gerente de engenharia, processo e automação
da CVRD, José Carlos Borim.
Responsável pelo processo capixaba de automação
das usinas de pelotização da CVRD no Espírito
Santo, Borim lembra que em 1998, a Tecnologia de Sistemas de Automação
(TSA), empresa de Belo Horizonte subsidiária da Engenharia
Projeto Consultoria (EPC ), formulou um Plano Diretor de Automação
para as unidades da empresa no estado, com destaque para o parque
de pelotização. Entre as principais motivações
estavam a inovação tecnológica, a padronização
da tecnologia adotada e a disponibilização da informação
de processo para a parte gerencial precisávamos criar
um mecanismo para isso e, finalmente, otimizar o processo,
enfatiza Borim. O objetivo, segundo ele, era aumentar a produtividade
e reduzir o consumo de energia.
Inicialmente, o Plano contou com um investimento de US$ 23 milhões
para atender às sete usinas, que possuíam demandas
diferentes. O nível 1 de automação (supervisão
e controle) foi realizado a partir de um contrato com a ABB e Atan
na parte de sistemas e softwares de controle. A opção,
na época, foi por um sistema híbrido, ressalta
o gerente. A expectativa é de que, depois de 2007, as usinas
passem a produzir 28 milhões de toneladas, um aumento de
20%.
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| José Carlos Borim, gerente de engenharia,
processo e automação da CVRD |
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A modernização nível 0 (parte
de instrumentação) foi mais segmentada, contando com
a participação de várias empresas, dada a diversidade
dos instrumentos - que abrangem desde medição de granulometria,
até temperatura, pressão, vazão, entre outros.
Precisávamos atualizar toda essa parte e instalar instrumentos
necessários para os sistemas de otimização. Os
instrumentos eram muitos, então decidiram contratar empresas
de forma separada, conta.
Atualmente, o Plano Diretor de Automação ainda está
em andamento. É provável que, nas usinas 1 a 4,
encerremos a modernização no final deste ano
isso na supervisão e controle. Para as usinas 5, 6 e 7, temos
previsão de término para 2006, diz Borim.
As últimas usinas, segundo o gerente, serão um pouco
mais modernas, dentro do nível 1. Ainda estamos fazendo
a parte de conceituação, ou seja, definindo a solução
tecnológica, que não será a mesma das anteriores
porque tudo já evoluiu muito. Teremos a oportunidade de renegociar
a questão da tecnologia aplicada. Estamos discutindo dois aspectos:
o impacto no orçamento e a melhor estratégia de instalação,
que não implique em problemas de paradas, explica.
Em Vitória, o Sistema de Gerenciamento de Informação
(PIMS Plant Information Management System) é feito através
do InfoPlus, adquirido da Aspen Tech, empresa americana com grande
atuação no segmento petroquímico.
Depois de definida a instrumentação de campo e os sistemas
de controle, a CVRD abriu espaço para implantar a estrutura
de controle avançado. O escolhido em Vitória foi
o comercializado pela Metso. Trata-se do produto francês, fabricado
pela Cisa Optimizing Control System OCS. A finalidade é
otimizar o processo de moagem e queima, ressalta o gerente.
Com a automatização, a idéia é que se
pague todo esse investimento com a redução do consumo
de energia no pólo. O objetivo principal era a otimização
do processo e redução do consumo de energia, relembra
Borim.
Na usina 2, onde o sistema de controle avançado já está
implantado, o benefício alcançado foi a redução
de 3,5% no consumo de energia térmica no forno. Cada
1% de redução no consumo de energia, equivale a US$
130 mil economizados por ano, calcula. Como a redução
deve ocorrer nas sete usinas, a economia deve ser bastante significativa,
ultrapassando US$ 600 mil por unidade/ano. É importante
lembrar que esse benefício advém de toda a implantação
da instrumentação, do controle e da otimização,
ressalta.
A pouca disponibilidade da planta e o dimensionamento da demanda de
profissionais da própria CVRD para planejar e acompanhar a
implantação do projeto foram alguns dos problemas enfrentados
pela Vale o que é considerado normal, dada a dimensão
do trabalho.
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| Sala de controle das usinas de pelotização.
Ao fundo, antigo painel de controle das usinas |
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